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Agosto Laranja - Mês da Conscientização da Mielomeningocele.

Conhecida como Espinha Bífida, a Mielomeningocele é uma malformação congênita, caracterizada pelo fechamento incompleto do Arco vertebral com exposição da medula espinhal. 

A lesão se localiza em alguma região da  coluna vertebral, mais frequentemente na porção lombar e sacral. 

O tubo neural se forma no início da gravidez e fecha no 28º dia após a concepção. Em bebês com espinha bífida, uma parte do tubo neural não se fecha adequadamente, causando os defeitos nos ossos da coluna e exposição da medula.  

A gravidade da espinha bífida pode variar dependendo do tipo de defeito, tamanho e sua localização. 

Na Espinha  bifida occulta, normalmente não há sequelas motoras, mas podem ocorrer sinais na pele do recém-nascido acima do defeito da coluna vertebral, incluindo um tufo de cabelo anormal ou uma pequena covinha ou marca de nascença. Às vezes, as marcas de pele podem ser um sinal  de um problema subjacente da medula espinhal que pode ser investigado por ressonância nuclear magnética ou por um ultrassom da coluna do bebê.  

Na  Mielomeningocele, conhecida como espinha bífida aberta, a lesão formada normalmente parece uma bolsa que contém a medula espinhal no seu  interior. A exposição crônica da medula pode causar danos como paralisia e disfunção da bexiga e intestino. Quando possível, o tratamento precoce para espinha bífida por cirurgia fetal reduz as sequelas relacionadas a exposição prolongada das raízes nervosas no líquido amniótico. Se não for possível realizar a cirurgia intra-uterina, a correção pós-natal deve ser o mais breve possível pois a exposição da medula aumenta risco de infecção para o bebê.  

Acredita-se que a causa da formação da lesão seja o resultado de uma combinação de fatores de risco genéticos, nutricionais e ambientais, como histórico familiar de defeitos do tubo neural e deficiência de folato (vitamina B-9). 

A espinha bífida é mais comum entre brancos e hispânicos, e as mulheres são afetadas com mais frequência do que os homens. Os fatores de risco relacionados a espinha bífida: 

• Deficiência de folato. O folato, a forma natural da vitamina B-9, é importante para o desenvolvimento de um bebê saudável. A forma sintética, encontrada em suplementos e alimentos fortificados, é chamada de ácido fólico. A deficiência de folato aumenta o risco de espinha bífida e outros defeitos do tubo neural. 

• História familiar de defeitos do tubo neural. Casais que tiveram um filho com defeito no tubo neural tem maior risco de ter outro filho com a malformação. Esse risco aumenta se dois filhos anteriores foram afetados pela doença. Além disso, uma mulher que nasceu com defeito no tubo neural tem maior chance de dar à luz uma criança com espinha bífida.  

• uso de medicamentos, como anticonvulsivantes- por exemplo o ácido valpróico, parece causar defeitos no tubo neural quando tomados durante o início da gravidez.  

• Diabetes. Mulheres com diabetes descompensado no início da gestação, tem maior risco de ter um bebê com espinha bífida. 

• Obesidade. A obesidade pré-gravidez está associada a um risco aumentado de defeitos congênitos do tubo neural, incluindo espinha bífida. 

• Temperatura corporal aumentada. Algumas evidências sugerem que o aumento da temperatura corporal (hipertermia) nas primeiras semanas de gravidez pode aumentar o risco de espinha bífida.  

É possível prevenir a Espinha Bífida? 

O ácido fólico, tomado em forma de suplemento por 3 meses antes da concepção reduz o risco de ocorrência da espinha bífida e outros defeitos do tubo neural. 

Ter ácido fólico suficiente no organismo nas primeiras semanas de gravidez é fundamental para prevenir a espinha bífida. Como muitas mulheres não descobrem que estão grávidas até esse momento, recomenda-se que todas as mulheres em idade fértil tomem suplemento diário de 0,4 mg de ácido fólico.   

No Brasil , diversos alimentos são fortificados com ácido fólico, incluindo: 

• Pães  

• Massas 

• Alguns cereais matinais 

Mulheres adultas que planejam engravidar ou que podem engravidar devem  ingerir 0,4 mg de ácido fólico por dia. A dose deve ser de 5 mg ao dia nos casos de maior risco, como o histórico de um filho anterior com Mielomeningocele. Além do efeito na redução dos riscos de defeitos do tubo neural, é possível que o ácido fólico também ajude a reduzir o risco de outros defeitos congênitos, incluindo lábio leporino, fenda palatina e alguns defeitos cardíacos congênitos. 

É fundamental ter uma dieta saudável, incluindo alimentos ricos em folato. Essa vitamina está presente naturalmente em muitos alimentos, incluindo: 

• Feijão e ervilha 

• Frutas cítricas e sucos 

• Gemas de ovo 

• Leite 

• Abacate 

• Vegetais verde-escuros, como brócolis e espinafre 

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